Terça-feira, Novembro 03, 2009

Intolerância Religiosa na Prática.

E mais um exemplo do mau caratismo religioso impregnado nas entranhas do povo. A notícia que acabei de ler no Ateus do Brasil, é do último dia 29 de outubro e só serve pra atestar que apesar das ovelinhas jurarem de pé junto pro seu deus que amam e respeitam o próximo, na prática o próximo não pode ser de outro credo, facção, nem ter orgulho de suas próprias crendices, ou seja amam uma ova, já que essas  pessoas tem um conceito espúrio do que é amar, como se nunca tivessem lido Coríntios 13. Transcrevo a notícia abaixo:


Maria Cristina Marques, professora de Literatura Brasileira da Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé – RJ, tentou lecionar sobre o livro “Lendas de Exú”, de Adilson Martins — que é uma obra recomendada pelo Ministério da Educação. Diz ela, em notícia-crime ao Ministério Público, que ela teria sido proibida pela diretora da escola, Mery Lice da Silva Oliveira, evangélica da Igreja Batista, de lecionar naquela unidade.
Depois do episódio, ela chegou a ser ameaçada pelas mães de alunos evangélicas a não dar mais aula sobre a África.

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.
Maria Cristina Marques, professora, 48 anos
 Tenho mesmo é pena das crianças que por estupidez deste envagelismo ficam lesadas em seu direito de exercer a imaginação e explorar seu peculiar mundo de fantasias como toda criança saudável deve fazer. Tá certo que o livro tem mesmo elementos afro-religiosos, provavelmente do candomblé, mas se é autorizado e recomendado pelo MEC é porque o contexto do livro não deve ser literal. Nenhum adulto com o mínimo de ética iria querer que as crianças acreditassem nestas fábulas como verdades insofismáveis, diferente das fantasias de uma certa Bíblia Sagrada. Não passa de um contexto folclórico e não estranharia se também implicassem com os livros de Monteiro Lobato.

A verdade mesmo foi dita pelo Alenônimo do Ateus do Brasil: "Ô povinho desgraçado quem vê o diabo em todo lugar!"

Fontes: http://ateusdobrasil.com.br/noticias/professora-umbandista-sofre-intolerancia-religiosa-em-escola-publica/
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/10/livro_sobre_exu_causa_guerra_santa_em_escola_municipal_42866.html

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